Cronologia

**CRONOLOGIA DOS AGROGLIFOS *CROPCIRCLES* NO BRASIL**

O primeiro agroglifo brasileiro considerado autêntico surgiu em 09 de novembro de 2008, em Ipuaçu SC. Um segundo, também considerado autêntico, surgiu dia 10 de novembro na cidade de Ouro Verde.

Nos anos posteriores os agroglifos foram acompanhados de perto pelo ufólogo Ivo e pela equipe da revista UFO, capitaneados pelo pesquisador e editor da revista, na época, Ademar J. Gevaerd que tinha um apreço especial pelos agroglifos brasileiros. Junto com ele, estava Toni Inajar, que usando sua experiência de médico veterinário e perito policial, auxiliou sobremaneira as investigações realizadas.

Como na Inglaterra os primeiros agroglifos se apresentaram no Brasil com formas geométricas simples compostos de alguns círculos.

Nos anos posteriores os agroglifos brasileiros foram acompanhados de perto pelo ufólogo Ivo e pela equipe da revista UFO, capitaneados pelo pesquisador e editor da revista, na época, Ademar J. Gevaerd que tinha um apreço especial pelos agroglifos brasileiros. Junto com ele, estava Toni Inajar, que usando sua experiência de médico veterinário e perito policial, auxiliou sobremaneira as investigações realizadas.

Em 29 de outubro de 2009, surgiu outro agroglifo em Ipuaçu. Mais complexo que o ano anterior lembrando o formato de uma seta. As especulações foram muitas por conta disso. Que seria uma seta apontando para uma certa direção, etc

**Croqui – Arquivo Toni Inajar**

Em novembro de 2010 novamente em Ipuaçu SC e novamente simplificado em forma de círculo recordando o primeiro.


Em 06 de novembro de 2011 surgiram outros dois agroglifos em Ipuaçu e apesar de também serem formados por círculos, já demonstravam certa complexidade como a seta de 2009\.


**Agroglifos de 2011 \- Arquivo Toni Inajar**

Em 13 de outubro de 2012 novamente em Ipuaçu surge outro agroglifo composto de 28 círculos menores e um maior interligado com outro grande círculo simplificado. Este foi o primeiro a aparecer no período da manhã aproximadamente ao meio dia, diferenciando-se dos demais.


**Agroglifo de 2012 – Arquivo Toni Inajar**

Em 02 de novembro de 2013 em Ipuaçu SC outros dois agroglifos aparecem e deixam a todos encantados. Uma aspiral iniciada em um tipo de ampulheta e em outra fazenda a três quilômetros de distância, outro do mesmo tamanho formando uma forma geométrica e alguns círculos.


**Agroglifos de 2013 – Arquivo Toni Inajar**


Em 25 de outubro de 2014 surgiu um agroglifo em Ipuaçu um pouco mais complexo, mas assustando o proprietário das terras que indignado, procurou destruí-lo com seu trator o mais rápido possível. Como estava sendo avistado por moradores locais e por sorte, um deles obteve duas fotografias que permitiram registrar seu formato e obter suas medidas, não se perdendo na história.


**Trator do proprietário destruindo o agroglifo – foto arquivo Toni Inajar**

Tentaram conversar com o proprietário que foi ríspido e expulsou os curiosos de suas terras. O fato recordou o primeiro agroglifo de Ipuaçu quando o proprietário acusado de tê-lo produzido ficou depressivo e chegou a pensar em suicídio.

Em 28 de outubro de 2014 em São Domingos próximo a Ipuaçu, SC. Outro agroglifo se forma composto de vários círculos intercalados recordando para alguns nosso sistema solar interno.

**Croqui do Agroglifo de 2014 – Arquivo Toni Inajar**

Em 06 de setembro de 2015 ocorreu um fato inusitado. Surgiu um agroglifo em Prudentópolis PR, deixando a população da cidade em polvorosa. De uma hora para outra, os famosos círculos no trigo resolveram não somente mudar de cidade, mas também de estado. Uma formação que lembrava um pé surgiu em meio a uma plantação de trigo da região, próximo a uma estrada que permite acesso a cidade.

**Croqui de Agroglifo de 2015 Prudentópolis PR – arquivo de Toni Inajar**

Mas em 31 de outubro de 2015 para surpresa de todos outro agroglifo surgiu em Ipuaçu SC permanecendo o título de capital dos agroglifos. O fato é que mesmo com essa aparição os pesquisadores ficaram intrigados com a presença do outro agroglifo paranaense.

**Croqui de Agroglifo de 2015 em Ipuaçu – arquivo Toni Inajar**

Novamente em 27 de setembro de 2016, surgiu outro agroglifo novamente em Prudentópolis no interior do Paraná. Este apresentava características importantes pois foi o melhor analisado até então pela equipe da revista UFO. Além do campo eletromagnético com inúmeras variações flutuantes detectadas, apresentava um fino filete de trigo em sentido oposto a direção em que o círculo se formava, exatamente na borda das folhas do que parecia ser uma flor gigantesca. Também foram realizadas análises no material do interior do agroglifo, que demonstrou esterilização biológica na região da curvatura do caule, pois não havia vida microbiana ali. Foi a primeira vez que haviam realizado várias experimentos com os materiais coletados em um agroglifo brasileiro e chegado a conclusões tão contundentes. Estes fatos, reforçaram ainda mais o mistério demonstrando que pesquisas sérias e responsáveis deveriam seguir caminhando, caso os agroglifos continuassem aparecendo no sul do Brasil.

**Agroglifo de 2016 em Prudentópolis (PR) – Arquivo Toni Inajar**

E no mês seguinte, como no ano anterior, surgiu outro círculo misterioso em Ipuaçu (SC). A figura, desta vez foi inevitavelmente relacionada a um símbolo esotérico, deixando margem a suspeitas que poderia ser uma trucagem. Um olho no meio de um triangulo dentro de um círculo, lembrando a simbologia de Deus. Como se o responsável pela aparição conhecesse muito bem nossa cultura.


**Croqui de Agroglifo de 2016 em Ipuaçu (PR) – arquivo Toni Inajar**

Em 06 de agosto de 2018 em Jesuíno Marcondes \- Prudentópolis PR, um novo agroglifo surgiu no trigal da região, ainda verde, recordando nitidamente os três primeiros que apareceram em Santa Catarina e os primeiros círculos ingleses. Dois círculos menores dentro de um maior.

**Agroglifo de 2018 em Jesuino Marcondes – Predentópolis PR – arquivo do autor.**


Por três anos consecutivos os agroglifos aparentemente sumiram, ou pelo menos é o que oficialmente pareceu. Vários estudiosos do fenômeno chegaram a imaginar que eles haviam sumido de vez de nosso país. Outros, por sua vez, imaginavam e continuam especulando que os agricultores estavam agindo rapidamente para destruí-los assim que o descobriam, para não serem perturbados pelos curiosos, pela mídia e por pesquisadores do fenômeno. Coincidentemente se afastaram do Brasil justamente no período da pandemia, quando a humanidade sofria a Covid19. Foi como uma pausa para respirar.

Ledo engano, pois finalmente em 2022 retornaram a aparecer em Ipuaçu SC na mais bela das formas.

**![Círculos na plantação em Ipuaçu (SC): como a ciência explica isso?][image46]**
**Agroglifo de 2022 em Ipuaçu (SC) \- Imagem de Tiago Kosiski**

No ano seguinte, em 22 de setembro de 2023 surgiu em Ipuaçu SC um agroglifo considerado falso, devido a suas anormalidades métricas e sua aparência tosca. Não, sem razão, chegaram a brincar com isso dizendo que a qualidade da arte dos ets estaria baixando.

**Agroglifo falso encontrado em Ipuaçu em 2023 – arquivo do autor**

Em 14 de outubro de 2024 – Ipuaçu retornou a receber a visita dos agroglifos, deixando os pesquisadores em polvorosa. Várias equipes viajaram até a cidade catarinense para investigar o belo agroglifo como descrito mais acima. Uma das equipes considerou o agroglifo falso, outras duas na qual nos incluímos, inconclusivo.


**Croqui elaborado pelo Eng. Douglas Albrecht Novo de Oliveira nas medidas de**
**Carlos Alberto Machado – imagem arquivo autor**

Ressaltamos ainda que em um dos casos que ocorreu em Ipuaçu, foi constatado, de acordo com testemunhas, que o agroglifo teria surgido em um intervalo de uma hora, entre quatro e cinco horas da manhã. Isso nos permite levantar os seguintes questionamentos: Desenhos complexos surgem em uma noite, na escuridão total, com precisão matemática e em um intervalo de uma hora? Nunca apanharam ninguém confeccionando, nunca se viu um agroglifo incompleto, como poderia ocorrer em casos de fragrante, seguido de fuga para não serem vistos. Quantas pessoas seriam necessárias para realizar tudo exato como costuma-se evidenciar, sem barulho em completo silêncio e sem nunca serem pegos no ato? E como fazem para esterilizar apenas o caule – na curva do trigo? E as interferências eletromagnéticas? Como explica-las em locais tão afastados das cidades, das redes de energia e de sinais de celular?

Essas respostas, ou pelo menos parte delas, podem estar contidas nos resultados desta pesquisa que pretendemos realizar com o **Projeto Esfera.**

**Agroglifo de 2025 que apareceu em Ipuaçu (SC). Imagem Canal Ideal (SC).**

Em 03 de novembro de 2025, novamente surgiu um agroglifo em Ipuaçu SC em uma plantação de trigo. Chegaram a realizar uma reportagem no local junto com o proprietário, que por ignorância e/ou influência negativa de colegas agricultores, decidiu destruir o agroglifo antes que qualquer pesquisador conseguisse se dirigir até o local.

**Trator destruindo o agroglifo de 2025 em Ipuaçu no mesmo dia de seu aparecimento, NSC Total – SC**

Veja a seguir foto da sombra em plantação de soja feita em janeiro de 2026, no mesmo local onde apareceu o agroglifo posteriormente destruído.

**Imagem: Canal Ideal (SC)**

**Referencial:**
CARVALHO, Fernanda de. Os campos magnéticos podem afetar as abelhas? 08 de março de 2021\. Manda lá, ciência. [https://mandalaciencia.com.br/os-campos-eletromagneticos-podem-afetar-as-abelhas/\#:\~:text=Os%20resultados%20da%20an%C3%A1lise%20mostram,causa%20redu%C3%A7%C3%A3o%20no%20aprendizado%20olfat%C3%B3rio](https://mandalaciencia.com.br/os-campos-eletromagneticos-podem-afetar-as-abelhas/#:~:text=Os%20resultados%20da%20an%C3%A1lise%20mostram,causa%20redu%C3%A7%C3%A3o%20no%20aprendizado%20olfat%C3%B3rio). Consultado em 28 de outubro de 2024\.

**Anexo 04:**

**Análise microbiológica de amostras vegetais e de solo provenientes do agroglifo de Prudentópolis/PR e de área externa a este.**

Amostras vegetais (trigo) e de solo internas e externas ao agroglifo de Prudentópolis/PR foram coletadas pelo Sr. Inajar Antônio Kurowski, apropriadamente empacotadas (em *bags* não esterilizados) e identificadas, enviadas via SEDEX/ECT e recebidas em 05/10/2016. Elas foram assim denominadas: EE (espiga externa), EC (espiga centro), PC (planta centro), SE (solo externo) e SC (solo centro), e 5º nó (Figura 1).


**Figura 1** – Separação preliminar das amostras por tipo e região (interna ou externa ao agroglifo).

As amostras de solo (2,25 g) foram suspensas em 22,75 ml de solução fisiológica (SF)(0,9%), homogeneizadas sob agitação durante 15 min e em seguida uma alíquota de 100 l foi plaqueada em ágar TSA utilizando-se uma alça de Drigalsky.

Igual massa das amostras vegetais foram misturadas no mesmo volume de SF 0,9% e trituradas em processador (3 min). Após este processo a solução foi filtrada (filtro de papel) e as diluições decimais resultantes destas amostras foram plaqueadas, conforme descrito anteriormente. Todas as placas foram preparadas em duplicata e incubadas a 28ºC e 37ºC por 24 h.

Os resultados preliminares obtidos são realmente interessantes e, muitos deles, são ainda inexplicáveis do ponto de vista da ciência ortodoxa atual. As análises das amostras da região do 5º nó (Figura 2), próximo à espiga, ainda não são conclusivas.


**Figura 2** – Resultado do crescimento microbiano para amostras da região do 5º nó, onde observamos do lado direito da fotografia (28ºC) o crescimento de um fungo filamentoso, e do lado direito (37ºC), crescimento microbiano ainda a ser identificado.

As placas de solo evidenciam maior crescimento microbiano em SE do que em SC (Figura 3). Resultado semelhante foi observado nas amostras EE e EC. Entretanto, estes resultados para a espigas ainda precisam de novos ensaios em tempos maiores para serem conclusivos. À *priori*, essa diminuição do crescimento microbiano no tempo (24h) e nas temperaturas (28ºC e 37ºC) de incubação estudadas das amostras coletadas no centro do agroglifo em relação àquelas externas não tem, por enquanto, explicação científica plausível. Em função de que o solo se apresentou aparentemente homogêneo dentro e fora do agroglifo, essa diferença do crescimento microbiano não é compreensível (Figura 3).


**Figura 3** \- Placas preparadas para amostras do solo externas (SE, na parte inferior da foto) e do centro do agroglifo (SC, na parte superior da foto) depois de submetidas ao processo de crescimento microbiano em 28ºC e 37ºC por 24 h.

Por outro lado, não foi observado nenhum crescimento microbiano na amostra de PC (Figura 4), considerando-se ambas as temperaturas analisadas no tempo de 24h, o que é altamente inesperado e, por enquanto, também cientificamente inexplicável. Aparentemente, o próprio agroglifo seria responsável por esse crescimento microbiano pobre ou nulo já que essa é a única diferença constatada entre ambos os conjuntos de amostras. É importante destacar que a amostra PC foi selecionada naquela parte do caule localizada pouco acima da raiz e onde se encontra a dobra principal da planta que fez ela se deitar para formar o agroglifo. Se houver algum tipo de influência físico-químico-biológica do método de construção do agroglifo sobre a planta, consideramos que essa região da dobra seria a primeira candidata a mostrar essa anomalia.


**Figura 4** \- Placas preparadas para amostras da região da curvatura do caule de plantas do centro do agroglifo depois de submetidas ao processo de crescimento microbiano em 28ºC e 37ºC por 24 h. Observa-se a completa ausência de crescimento microbiano em ambas as temperaturas.

Em função de que estamos lidando com fenômenos a princípio desconhecidos (já que não sabemos se a construção do agroglifo afetou ou não a área que ele ocupa em termos microbiológicos) será necessário realizar novos experimentos com maior duração (\>24h), especialmente naquelas amostras e temperaturas onde não foi verificado nenhum crescimento. Ainda, será necessário realizar experimentos em temperaturas próximas de 0ºC para verificar se há ou não crescimento microbiano (p. exemplo, de *psicrofilos*).

Embora se trate de resultados preliminares, eles são absolutamente confiáveis dentro das condições dos experimentos, ou seja, para 28ºC e 37ºC durante 24 h. Dessa maneira, dentro desse escopo é possível concluir que, sendo a presença do agroglifo a única diferença *aparente* entre as áreas internas e externas a ele, a sua construção (independentemente do método para isso utilizado o qual desconhecemos) determinou a diferenciação microbiológica tanto do solo quanto da região da dobra no caule, e, aparentemente, em menor proporção para as espigas. Preliminarmente, para plantas internas ao agroglifo, parece existir um gradiente microbiano crescente desde a região da dobra (perto da raiz) onde a atividade microbiana é nula, em direção à espiga, onde essa atividade estaria aumentando. O mesmo gradiente parece existir no solo dentro do agroglifo.

Ou seja, dentro das condições acima mencionadas, existe uma clara diferença na atividade microbiológica entre as regiões interna e externa ao agroglifo (tanto nas plantas quanto no solo), que, a princípio, somente pode ser atribuída ao método (desconhecido) utilizado para a sua construção.

São Carlos, 11 de outubro de 2016\.

Dra. Nadja F. G. Serrano
Microbiologista/Pesquisadora
CV-Lattes [http://lattes.cnpq.br/3313420666550077](http://lattes.cnpq.br/3313420666550077)

Dr. Eng. Fernando M. Araújo-Moreira
Professor Titular (Departamento de Física/UFSCar)
CV-Lattes [http://lattes.cnpq.br/1809254923092721](http://lattes.cnpq.br/1809254923092721)

**Anexo 06:**