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PROJETO ESFERA
2026
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PROJETO ESFERA
2026
EQUIPE:
DR. CARLOS ALBERTO MACHADO – Guarapuava – PR
Perito Policial INAJAR ANTONIO KUROWSKI – Curitiba – PR
Prof. Dr. Eng. FERNANDO M. ARAÚJO-MOREIRA (Consultor) – Rio de Janeiro \- RJ
Eng. Agr e Civil DOUGLAS ALBRECHT NOVO DE OLIVEIRA – Araquari – SC
Prof. Me. HAMILTON PEREIRA DA SILVA – Medianeira \- PR
Prof. Tecnólogo LUIZ FERNANDO PERACETTA – Curitiba – PR
Tecnólogo e ufólogo ALCIDES PAUTILHA CÔRES – Curitiba \- PR
Ufólogo JACKSON CAMARGO – Curitiba \- PR
Especialista em sistema de Segurança LUIZ PRESTES JUNIOR – Joinville \- SC
Ufólogo IVO HUGO DOHL – (Convidado) Xanxerê \- SC
Prof. Dr. CARLOS ALBERTO MACHADO – Pedagogo, Artista Visual e Pesquisador do Insólito
Professor universitário, graduado em Pedagogia em 1992 e Artes Visuais em 2020, tem especialização em Administração em Recursos Humanos em 1994 e Magistério Superior em 1996, mestrado em Educação pela UFPR em 2000 e doutorado em Educação pela PUCRJ em 2009\. Atualmente está fazendo pós-doutorado em linguagem (Letras) pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Fundador do Centro de Investigação e Pesquisas Exobiológicas (CIPEX) que existe desde 1982\. Criou e ministrou cursos de ufologia em 1996 e 1998 nas Faculdades Integradas Espírita em Curitiba levando, dessa forma, a ufologia, de forma pioneira para o meio acadêmico. Participou da Revista UFO por mais de 20 anos como consultor e escritor de inúmeros artigos publicados. Conferencista por vários anos de inúmeros eventos ufológicos nacionais e internacionais. Produtor de documentários ufológicos intitulados “Discos Voadores Imprevisíveis e Polêmicos” partes 1, 2, 3 e 4 e “Dossiê Chupacabras”. Escritor de “Olhos de Dragão: reflexões para uma nova realidade” de 2001 e “Estranha Colheita: mutilações humanas do insólito” de 2018\. Sua especialidade ufológica é a pesquisa de campo, onde investiga casuística ufológica e abduções há mais de 40 anos e Agroglífos brasileiros há 16 anos. Também foi membro da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU).
Me. INAJAR ANTONIO KUROWSKI – Veterinário, Perito Policial e Ufólogo
Graduado em Medicina Veterinária pela UFPR em 1986; pós-graduado em Metodologia da Ciência pela Faculdade Espírita em 1993; fez Mestrado Profissional em Gestão Ambiental pela Universidade Positivo em 2011; tem formação pericial pela Escola Superior de Polícia Civil em 1990, é perito criminal (aposentado). Também atuou como professor universitário, palestrante, foi co-editor e conselheiro especial da revista UFO, membro da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU); membro fundador do Instituto Brasileiro de Exopolítica (IBEXO) e membro do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV). Especializado em pesquisa de Agroglifos desde 2008\.
Prof. Dr. Eng. FERNANDO M. ARAÚJO-MOREIRA Físico (CONSULTOR)
Professor Titular do Instituto Militar de Engenharia (IME); coordenador de Pesquisa SE7/Engenharia Nuclear: Departamento de Ciência e Tecnologia: Comando do Exército desde 25 de agosto de 2021\. Professor Titular do Departamento de Física da UFSCar até 25 de agosto de 2021\. Engenheiro de materiais, Mestre (UFSCar, 1990\) e Doutor em Física (UFSCar, 1995); Pós Doutor em Física no Center for Superconductivity Research. Associado Titular do IGHMB (Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Diretor do Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da UFSCar. Analisou as amostras dos CropCircles de Prudentópolis quando encontrou ausência de vida microbiana nas dobras do caule do Agroglifo de 2016\.
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Eng. DOUGLAS ALBRECHT NOVO DE OLIVEIRA – Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil e Ufólogo
Engenheiro Agrônomo pela UDESC, há 22 anos e Engenheiro Civil pela UDC, há 11 anos.
Pós graduado em Estruturas e Geotecnia. Sua relação com os estudos dos agroglifos começou em 2016, quando foi a Prudentópolis observar e coletar amostras de solo e folha, do agroglifo que havia aparecido naquele ano. De forma independente, realizou estudos publicados pela Revista UFO, com quem pode realizar intercâmbios sobre os resultados. Desde 2016, tem reavaliado suas pesquisas do agroglifo de Prudentópolis e de outros pesquisadores que estiveram no local. Atualmente, tem se dedicado em analisar os agroglifos do ponto de vista da precisão das figuras e também estudado os eventos fabricados pelos chamados Circle Makers, ingleses.
Autor também de pranchas técnicas de Agroglifos, bem como de um catálogo nacional especializado sobre o assunto, que está trabalhando atualmente.
Me. Hamilton Pereira da Silva \- Físico
Possui graduação em Física Lic. Plena \- Departamento de Física (1996) e mestrado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2000). Tem experiência na área de Física, com ênfase em Métodos Experimentais e Instrumentação para Partículas Elementares e Física Nuclear, experiência profissional em tecnologia para educação a distância, experiência Profissional em projetos com micro controladores, experiência docente em sistemas embarcados. Atualmente Atuando no Departamento de Ciência da Computação da Universidade Tecnológica Federal \- Campus Medianeira \- PR
Prof. LUIZ FERNANDO PERACETTA – Tecnólogo em Eletroeletrônica Industrial e ufólogo
Tecnólogo em Eletroeletrônica Industrial com conhecimento suplementar em informática e impressão 3D formado pela Faculdade de Tecnologia de Curitiba FATEC – PR EM 2007\. Fez cursos suplementares na área de eletrônica industrial, microcontroladores, microprocessadores e inglês. Ministrante de cursos nas áreas de informática na UFPR, “Uso de equipamentos eletro-eletrônicos usados em laboratório”, para técnicos professores e pesquisadores da UFPR e Curso profissionalizante de eletrotécnica e eletrônica na FATEC-PR. Possui várias patentes como autor – PI0703210-2, e como co-autor \- PI090192-0, PI0900604-4, PI 0604164-7 e PI0604164. Proprietário da empresa – Holostech Soluções em Eletrônica, onde monta equipamentos eletroeletrônicos e eletromecânicos utilizados em pesquisas acadêmicas e para uso industrial. Desenvolveu mais de 100 protótipos de equipamentos, eletromecânicos, mecânicos e eletrônicos, utilizados na área biológica, sendo em sua maioria utilizados por professores pesquisadores da UFPR. Membro e consultor técnico do Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (CIPEX).
ALCIDES PAUTILHA CÔRES – Pesquisador Multidisciplinar e Ufólogo
Conferencista, educador, estudioso, pesquisador multidisciplinar e ufólogo, vem ao longo dos anos atuando em vários campos da Ciência e das Paraciências. Formado em Eletrônica, foi profissional de Engenharia e Manutenção da INFRAERO (CREA nº 260252326-7). É perito em Telecomunicação e em Rádio Auxílios à Navegação Aérea. É também especialista pelo Comando da Aeronáutica no Sistema DME (telemetria de voo de alta precisão); pesquisa Agroglifos há alguns anos. Autor do livro Dimensões Paralelas publicado pela revista UFO.
JACKSON CAMARGO – Gestor de Informação e Ufólogo
Gestor em Tecnologia da Informação e ufólogo desde 1997, especializado na relação entre governos mundiais e o fenômeno OVNI. É também escritor, autor de artigos e dos livros “UFOs no Espaço e na Lua” e “Noite Oficial dos OVNIs”. Também é conferencista e editor do portal ufológico Fenomenum. Membro do Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (CIPEX) desde 1998 e ex-consultor da revista UFO. Em 2022, esteve na audiência pública sobre Ufologia no Senado Brasileiro, em Brasília, apresentando incidentes ufológicos ocorridos em maio de 1986\. Também é membro da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU).
LUIZ PRESTES JUNIOR – Tecnólogo e Ufólogo
Possui graduação em Tecnologia da Informação e Marketing Digital, MBA em Cibersegurança e Especialização em Neurociência e Física da Consciência. Atua nas áreas de Marketing Digital, TI e Inovação. Editor de conteúdo para sites na internet, vídeos e podcast. Ufólogo no Grupo de Pesquisas Ufológicas de Santa Catarina (GPUSC). A especialização em Neurociência e Física da Consciência contribui no relacionamento e comportamento das pessoas e também nos fenômenos da consciência. Lhe permite pesquisar os fenômenos da mente e do mundo ao redor. Abduções, sonhos lúdicos, paralisia do sono, manifestações espirituais, doenças da mente, são alguns dos casos que costuma pesquisar. Estuda e analisa os Agroglifos, por conta própria, desde 2022\.
IVO HUGO DOHL (Convidado Especial) Ufólogo
Repórter e ufólogo, pesquisa ufologia desde a infância, especialista em Agroglifos desde 2008, pesquisava teoricamente há muitos anos o fenômeno na Inglaterra. Acompanhou de perto o caso Antônio Nelson Tasca, desde o final dos anos 80, sendo o último repórter a entrevista-lo. Em 2006, a convite do Ademar J. Gevaerd escreveu o prefácio da segunda edição do livro "Um homem marcado por Ets" escrito por Tasca. Foi colaborador da Revista UFO. É representante do Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (CIPEX), na região Oeste de Santa Catarina.
INTRODUÇÃO
O Projeto Esfera tem como prioridade analisar e pesquisar os Agroglifos brasileiros que costumam aparecer nas plantações de trigo em nosso país desde 2008\. Desta forma, formamos uma equipe multidisciplinar onde a maioria dos investigadores que já vem atuando na área de pesquisa deste fenômeno, desde seu início, somado a profissionais gabaritados que trarão benefícios científico-tecnológicos, para o uso adequado de tecnologia de ponta e análise do ponto de vista científico dos enigmáticos sinais. Um fenômeno que se estende por 40 anos em nosso planeta. Visto que o campo eletromagnético é sutil para ser detectado, não tangível e invisível, serão necessários equipamentos de ponta como um HallinSight, uma câmera 3D para medir e aferir campos magnéticos de grandes áreas e câmeras com capacidade infravermelhas e ultravioleta para analisar o espectro invisível.
Representação visual dos valores do campo magnético. © Fraunhofer IIS/Volker Peters.
Também será necessária a saída emergencial da equipe em direção ao local do surgimento do sinal, devidamente equipados, que serão alertados por um dos dois investigadores moradores nas imediações das regiões, que costumam aparecer os Agroglifos em Santa Catarina, e/ou no Paraná.
A intensão do Projeto Esfera é o de analisar não apenas o campo magnético gerado pelo alinhamento de spins eletrônicos dos átomos, mas também o campo eletromagnético detectado, visto que este último é composto por um componente elétrico e um magnético associados entre si, desacoplados da fonte que lhes deu origem e se propagando pelo espaço à velocidade da luz, sob a forma de radiação. Portanto, deve-se medir a radiação eletromagnética e os componentes magnéticos, nos três eixos do espaço (X, Y e Z), até um valor máximo de 20 mil miliGauss em cada direção.
Pretende-se também medir com exatidão os desenhos evidenciados nos agroglifos utilizando medidores como trena e nível a laser, ambos de alta precisão. Também analisar fotografias infravermelhas que possamos obter com câmera adequada ou através de programas geodésicos do google maps, obtendo a latitude e longitude de cada agroglifo.
Além disso, também serão coletadas amostragens biológicas do trigo afetado e não afetado, para posterior análise laboratorial, na intensão de autenticar a veracidade do referido agroglifo, observando através de análises laboratoriais, se existe ou não, vida microbiana na curvatura do caule da planta, como já foi observado em 2016, nas análises realizadas por Dra. Nadia F. G. Serrano e Dr. Eng Fernando M. Araújo-Moreira, este último consultor convidado deste projeto (anexo 05).
No ano seguinte, pretende-se retornar ao local para checar a existência de fantasma ou sombra, nome dado aos vestígios que costumam aparecer em plantações posteriores alternadas. Os desenhos ou vestígios destes, acabam sendo observados meses e em alguns casos, até anos depois.
NORMAS DE SEGURANÇA
Estas normas devem ser seguidas pela equipe que for a campo. Caso isso não ocorra, teremos que desconsiderar as amostras, entrevistas e os resultados obtidos por estarem comprometidos.
Protocolo de coleta e preservação
- Anexo 01
Protocolo do uso de equipamentos
- Anexo 02
Protocolo de entrevistas
- Anexo 03
O intuito deste Projeto é o de encontrar o possível transmissor dessas frequências eletromagnéticas, pois elas não surgem do nada, para encontramos o verdadeiro propósito da existência do campo de energia que sabemos existir no centro dos cropcircles (agrogrifos) baseado em evidências encontradas até o momento. Também pretendemos levantar todos os dados científicos possíveis para posterior análise. O enfoque científico deverá nortear a partida e a chegada, não descartando possibilidades encontradas pelo caminho. Manter a mente aberta em todos os sentidos e ao final aceitar o resultado das pesquisas, seja ele qual for, comprovando ou não nossas ideias. Faz-se necessário coletar muito mais dados, realizar análises mais acuradas e completas, implementar a investigação com novos e melhores equipamentos tecnológicos dos que os utilizados até então.
É sabido, que os agroglifos brasileiros costumam aparecer no Sul de nosso país no período que atinge os meses de setembro, outubro e novembro, época de colheita do trigo e época em que também estaremos todos alertas. Neste interim, os pesquisadores do Projeto Esfera que residem próximos à essas regiões, Xanxerê – próximo a Ipuaçu e Guarapuava – próximo a Prudentópolis, poderão rapidamente alertar o grupo e concomitantemente, adiantarem-se para realizar as amostragens necessárias utilizando-se dos protocolos de coleta, uso de equipamento e entrevistas (anexos). A existência de duas equipes também facilitará a urgência no atendimento ao sinal que, se um grupo não puder se deslocar imediatamente, o outro poderá.
Ipuaçu localizado na região Oeste de Santa Catarina, onde costumam aparecer os Agroglifos desde 2008\. O pesquisador Ivo Hugo Dohl reside em Xanxerê, cidade vizinha de Ipuaçu. Imagem Wikepédia.
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Prudentópolis localizado na região Centro-Oeste do Paraná, onde surgiram alguns Agroglifos desde 2015\. O pesquisador Carlos Machado reside em Guarapuava, cidade vizinha de Prudentópolis.
Imagem Wikepédia.
INVESTIGAÇÃO UFOLÓGICA SIMILAR A POLICIAL
Pesquisar agroglifos é muito similar a uma investigação criminal policial. Quanto mais cedo chegar ao local e menos gente adentrar o recinto, mais evidências conseguiremos encontrar que ajudarão a identificar a veracidade das informações e facilitarão dessa forma a conclusões mais precisas. Portanto, quanto mais o tempo passar, menos chances os pesquisadores tem, de concluir alguma coisa de forma concisa. Em 2009, por exemplo, a prefeitura de Ipuaçu, consciente desta realidade, colaborou em demasia com os pesquisadores que procuraram ir até o local na época, isolando a área com fita de isolamento e também com a presença física de um policial militar, impedindo a aproximação de curiosos até a chegada dos investigadores.
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Fita de isolamento como uma investigação policial \- Imagem TV COM \- 2009
Policial militar cuidando e afastando curiosos \- Imagem TV COM \- 2009
Infelizmente, isso ocorreu apenas em uma gestão, não se repetindo mais nos anos seguintes. O ato em si, sem dúvida, colaborou em demasia com as pesquisas sobre o fenômeno dos agroglifos, o que demonstra necessidade de repetição.
Somente em 2023, passaram pelo agroglifo daquele ano, aproximadamente 3 mil pessoas e todos, naturalmente, pisaram no interior da marca danificando e alterando e consequentemente, dificultando as investigações.
Visto essa observação, pretendemos agendar reuniões com representantes das prefeituras de ambas as cidades e possivelmente com os agricultores, para integrantes do Projeto Esfera esclarecerem sobre a importância deste tipo de pesquisa, procurando salientar o papel preponderante dos proprietários das terras e da permissão ao acesso à suas regiões, quando surgirem os agroglifos por lá. Também tentaremos esclarecer o assunto, ministrando palestras com as descobertas encontradas até o momento e mostrando a importância de novas descobertas que poderemos obter, com o auxílio da população local. Através disso, mostraremos também a importância do isolamento, por parte das prefeituras, até a chegada dos investigadores, no caso, do Projeto Esfera.
Não presumir nada e procurar pistas e padrões que apontem para algum norte, como fariam cientistas ou policiais investigadores, este é um dos objetivos do Projeto Esfera.
MARCA FANTASMA – VESTÍGIOS COMPROBATÓRIOS?
Em 2012, um ano após a aparição de um agroglifo em Ipuaçu, o pesquisador Ivo Hugo Dohl, que reside em Xanxerê, resolveu visitar a localidade onde havia a presença de um agroglifo na região de Ipuaçu no ano anterior. Para seu surpresa, encontrou vestígios da presença dos sinais que haviam aparecido meses antes no trigo, agora em uma plantação alternada de soja. Estes vestígios são denominados marca fantasma.
2012, plantação de soja, local de agroglifo em ano anterior 2011 – foto Ivo Hugo Dohl
Trigo sob a soja – foto Ivo Hugo Dohl
Trilho de agroglifo ainda em evidência um ano depois no meio do soja – foto Ivo Hugo Dohl
Isso mostra que daqui há alguns meses, deve ser verificada a mesma região do solo onde está o atual agroglifo de 2024\. Também pode demonstrar que a possível energia que produz os agroglifos pode deixar vestígios, descartando possivelmente suspeitas de ação humana. O fantasma está sendo percebido também na Inglaterra, como pode ser evidenciado abaixo e serve para aumentar ainda mais o mistério da origem dos agroglifos.
Círculo original a esquerda e fantasma de agroglifo a direita na Inglaterra – imagem: YouTube Internet
Fantasma ou sombra de agroglifos ingleses – fonte: YouTube
JUSTIFICATIVA
A pesquisa do Projeto Esfera se justifica no que tange a vários fatores, inicialmente pela necessidade que a comunidade ufológica brasileira tem de obter maiores informações sobre o fenômeno, pelo aumento de conhecimento técnico sobre o assunto, e a confirmação de hipóteses já levantadas em investigações independentes, por vários investigadores pertencentes ao Projeto Esfera. Aprofundar análises nas aferições das “ebulições eletromagnéticas” ou oscilações de campo, já detectadas em pesquisas anteriores. Acreditamos que as evidências encontradas ainda poderão auxiliar em demasia a pesquisa mundial sobre o fenômeno, bem como auxiliar a diminuir o preconceito com relação ao tema. Também salientamos que após a pesquisa, muito se diminuirá em relação ao raso conhecimento que a população de um modo geral, tem sobre o assunto.
OBJETIVOS
Objetivo principal:
- Identificar através de pesquisas realizadas pela equipe do Projeto Esfera, a veracidade e a possível origem dos agroglifos brasileiros.
Objetivos específicos:
- Confeccionar um catálogo nacional com todos os agroglifos encontrados no Brasil.
- Analisar e interpretar as ondas eletromagnéticas emitidas por estes sinais utilizando equipamento tecnológico de ponta.
- Investigar as similaridades e as coincidências sistêmicas encontradas no fenômeno.
- Comparar os agroglifos brasileiros com os agroglifos estrangeiros através de intercâmbio entre países que estudam o fenômeno.
- Realizar análises laboratoriais no que tange a veracidade ou não do fenômeno.
- Captar em 3D, imagens de possíveis campos eletromagnéticos (já detectados anteriormente), gerados pelos agroglifos brasileiros.
- Analisar filmagens em alta velocidade, e fotografias em infravermelho e ultravioleta obtidas da região dos agroglifos.
- Evidenciar ou não, o hipotético cone de energia eletromagnético formado no centro dos agroglifos para tentar mapeá-los, para posterior análise.
POSSÍVEIS CONCLUSÕES
Em síntese, encontrando e aprofundando esses dados, será possível analisar a provável origem destes sinais nos trigais brasileiros, ou transformar as hipóteses já encontradas, em teorias fundamentadas. Seja qual for o resultado, o Projeto Esfera fará com que o estudo dos agroglifos brasileiros entre nos anais mundiais da pesquisa dos corpcircles e permitirá principalmente, abrir portas para o academicismo científico.
UNIFORME DA EQUIPE DO PROJETO ESFERA
Para facilitar a identificação dos membros da equipe e para padronizar o visual do grupo, confeccionaremos um uniforme (camisetas) exclusivas com a logo na parte frontal, a bandeira brasileira na lateral de um dos braços e a palavra pesquisador na parte de trás da camiseta.
Camiseta branca do Projeto Esfera – Criação Carlos Machado
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Camiseta preta do Projeto Esfera – Criação: Carlos Machado
PLANILHA DE GASTOS DO PROJETO ESFERA
Equipamentos de pesquisa de campo: Valores
- Drone L900 PRO SE MAX 4K 1080P .....................................................R$1.500,00
- Analisador de espectro eletromagnético portátil 2 Rigol 1\.5GHz ...............R$ 8.000,00
- GPS Portátil Garmin e Trex (2) .............................................................R$ 2.900,00
- Sensor de temperatura, umidade e pressão atmosférica Termo-Higroanemôetro Digital AK821 (2) ................................................................................. R$ 1.374,00
- Antenas (Logperiódica – Dipolo \- Loop) ..............................................R$ 1.000,00
- Câmera fotográfica digital (2) ............................................................. R$ 3.000,00
- Filmadora Digital (2) ........................................................................... R$ 1.500,00
- Cartão de memória digital 512 GB (10) ............................................... R$ 2.400,00
- Câmera infravermelha termográfica (2) ............................................. R$ 8.000,00
- Câmera Ultravioleta Rebel T6 ou T5(2) ............................................... R$ 8.000,00
- Data logger (4) .....................................................................................R$ 840,00
- Lanterna Ultravioleta (2) .....................................................................R$ 200,00
- Monóculo com visão noturna (2) ........................................................R$ 600,00
- Detector magnético (2) ...................................................................... R$ 600,00
- Detectores eletromagnéticos gausimetro (2) ..................................... R$ 3.000,00
- Trenas a laser (2) ................................................................................ R$ 700,00
- Níveis a laser (2) .................................................................................. R$ 750,00
- Bússolas (4) ......................................................................................... R$ 800,00
- Tripés (4) ............................................................................................. R$ 3.120,00
- Protótipos ........................................................................................... R$ 8.000,00
- Pás (2) ................................................................................................. R$ 260.00
- Camisetas (24) .................................................................................... R$ 1.140,00
- Baterias (20) ....................................................................................... R$ 1.000,00
Total estimado equipamentos de pesquisa de campo .......................R$ 58.684,00
Análises de laboratório:
- Material de coleta (luvas, máscaras, sacos de coletas, 12 tubos de PVC) ...... R$ 2.400.00
- Material de conservação (2 bolsas térmicas) ......................................R$ 400,00
- Análises laboratoriais .......................................................................... R$ 5.000,00
Total estimado análises de laboratório ................................................R$ 7.800,00
Despesas com viagens:
1ª viagem (Prefeitura e agricultores) dois dias em Ipuaçu (SC).
- Combustível ........................................................................................R$ 1.000,00
- Hospedagem .......................................................................................R$ 1.200,00
- Alimentação ........................................................................................R$ 400,00
2ª viagem (Agroglífo) dois dias em Ipuaçu (SC).
- Combustível ....................................................................................... R$ 3.000,00
- Hospedagem (1 noite) ....................................................................... R$ 4.000,00
- Alimentação (2 refeições diárias) ...................................................... R$ 1.800,00
3ª viagem (laboratório – amostras biológicas)
- Combustível ....................................................................................... R$ 200,00
- Hospedagem ...................................................................................... R$ 200,00
- Alimentação ....................................................................................... R$ 100,00
Total estimado despesas com viagens ...............................................R$ 11.900,00
Despesas com mão de obra especializada para a confecção do catálogo de agroglifos nacionais:
- Mão de obra croquis e medidas usando Autocad .............................. R$ 1.500,00
- Gráfica para impressão do catálogo dos Agroglifos (100) .................. R$ 3.000,00
Total estimado despesas com catálogo de agroglifos ........................ R$ 4.500,00
Despesas com mão de obra especializadas (10 meses):
- Ufólogos ........................................................................................... R$ 50.000,00
- Físicos consultores ............................................................................ R$ 20.000,00
- Engenheiro Agrônomo ..................................................................... R$ 10.000,00
- Tecnicista ......................................................................................... R$ 10.000,00
- Técnico ............................................................................................. R$ 10.000,00
Total Mão de obra especializada (10 meses) ..................................R$ 100.000,00
Valor Total do Projeto Esfera: ....................................................................R$ 182.884,00
OBS1: Visto a possibilidade de não aparecer no Brasil um Agroglifo em 2026, os pagamentos de mão de obra especializada para dez meses, poderão ser realizados após o seu surgimento. Os demais, são necessários antecipadamente.
OBS2: Após o encerramento do Projeto Esfera, os equipamentos ficaram guarnecidos para posteriores projetos que venham a ocorrer, minimizando gastos futuros.
OBS3: O catálogo de Agroglifos será distribuído gratuitamente entre grupos de pesquisas ufológicos brasileiros e pela internet com a logo do(s) patrocinador(es).
CRONOGRAMA DA PESQUISA DO PROJETO ESFERA PARA 2026 e 2027
| | Jul. | Ago | Set. | Out. | Nov. | Dez. | Jan. | Fev. | Mar. | Abr. | Mai. | Jun. |
| ----- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- | :---- |
| Reunião com Prefeituras e Agricultores | X | | | | | | | | | | | |
| Confeccionar Catálogo Agroglifos | X | | | | | | | | | | | |
| Publicar Catálogo Agroglifos | | X | | | | | | | | | | |
| Coleta de Material | | | X | X | X | | | | | | | |
| Análises laboratoriais | | | | | | X | X | X | | | | |
| Análise, discussão dos dados Obtidos | | | | | | | | | X | X | | |
| Conclusão dos resultados | | | | | | | | | | | X | |
| Divulgação e publicação dos resultados | | | | | | | | | | | | X |
Anexo 01
NORMAS DE COLETA DE SOLO
1\. INTRODUÇÃO
A seguir orientações quanto a coleta de amostras de solo, para envio a laboratório de análises de solo, com o objetivo de investigar possíveis efeitos provocados pelo aparecimento de agroglifos nas lavouras do Brasil.
As orientações a seguir, seguem as recomendações das normas técnicas nacionais vigentes no Brasil, ABNT NBR 9306 – Sondagem a trado – Procedimento e ABNT NBR 9820 – Coleta de amostras indeformadas de solo de baixa consistência.
Também foram utilizadas informações da publicação da FUNDACEP – Manejo e Fertilidade do solo no sistema de plantio direto, modelo de plantio, já amplamente adotado, principalmente na região sul do Brasil, foco até agora do aparecimento dessas figuras nas plantações, popularmente conhecidas como agroglifos. Orientações da EMBRAPA – MEIO AMBIENTE, através do MANUAL DE PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRAS EM ÁREAS AGRÍCOLAS PARA ANÁLISE DA QUALIDADE AMBIENTAL: Solo, Água e Sedimentos, também foram adotadas nesse protocolo.
As recomendações foram divididas em 3 tipos específicos de obtenção de informações em amostras de solo: Informações Químicas, Informações Físicas e Informações Biológicas.
2\. INFORMAÇÕES QUÍMICAS DO SOLO
2.1 COLETAS DE AMOSTRAS DE SOLO PARA ANÁLISES QUÍMICAS
Por tratar-se de acontecimento que abrange apenas uma fração da área total de cultivo, as recomendações a seguir foram adaptadas, com o objetivo de apenas obter informações do local da ocorrência do agroglifo. A seguir orientações a serem observadas na chegada ao local e durante a coleta.
1. Observar a presença de curiosos: Importante verificar no momento da chegada ao local a quantidade de curiosos e evitar coletar o solo, dos locais com concentração das pessoas dentro do agroglifo, para evitar a contaminação de solo presente nos calçados.
2. Utilizar luvas, para manuseios dos equipamentos e do solo a ser coletado.
3. Utilizar recipientes esterilizados, novos e limpos para evitar contaminação da subamostra.
4. Fazer o croqui da figura. Indispensável começar com o croqui, pois o mesmo possibilitará o planejamento da coleta das amostras de solo, ou plantas para posterior análise.
5. Número de subamostras: Importante coletar o maior número de subamostras de solo, para posteriormente compor a amostra única que será remetida ao laboratório. As subamostras devem ser divididas em dentro e fora do agroglifo. Cada uma compõe uma amostra total que será remetida para a análise laboratorial.
6. Evitar coletar amostras em locais atípicos, dentro e fora do agroglifo: Locais atípicos dentro do agroglifo, são locais onde ocorreu concentração de pessoas, provocando o pisoteamento das plantas acamadas, o que pode contaminar a amostra, ou com solo dos calçados ou mesmo com o esmagamento de massa vegetal que aos poucos libera água e nutrientes no solo. Locais atípicos para coleta de amostras testemunhas, fora do agroglifo, são as bordaduras das lavouras. Nesses locais, geralmente o produtor usa para regulagem de máquinas e implementos, o que torna o solo compacto e com alta concentração de nutrientes, devido a excessiva dosificação de fertilizantes nesses locais. Recomendamos que as amostras testemunhas de solo (fora do agroglifo), seja coletada há no máximo 100 metros do centro da figura, e no mínimo 50 metros.
7. Pontos de amostragem dentro do agroglifo: Procedimento a ser definido, após a conclusão do croqui e após a observação visual do estado das plantas dentro do agroglifo. Evitar coletar solo dentro de manchas que podem ser identificadas como locais com excesso de metais pesados como Al (Alumínio) e Mn (Manganês). Geralmente nesses locais as plantas são menores e apresentam clorose nas folhas. Ao identificar a presença de manchas com excesso desses metais, coletar separadamente e compor mais uma amostra de solo dentro do agroglifo.
8. Realizar o registro fotográfico, durante o processo de coleta do solo e realizar o registro fotográfico dos pontos de coleta, com informações como, numeração e posicionamento no croqui.
Fonte: ABNT
Fonte: FUNDACEP/2007
2.3 COLETA DE SOLO – FORMA DE COLETA
Fonte: COMISSÃO,2004
3\. INFORMAÇÕES FÍSICAS DO SOLO
As informações sobre a física do solo, tem por objetivo verificar algum tipo de modificação na estrutura do solo, bem como observar a presença de partículas ou corpos estranhos que possam surgir dentro do agroglifo. Abaixo algumas considerações sobre a forma de coleta dessas amostras.
1. As amostras para análises físicas do solo, devem compor um grupo diferente e a parte das amostras para análises químicas do solo.
2. Utilizar luvas, para manuseio dos equipamentos e do solo a ser coletado.
3. A forma e equipamentos necessários para a realização desse procedimento podem ser encontrados em norma técnica nacional vigente ABNT NBR 9820 – Utilizar sempre a última versão da norma.
4. Para cada amostra de solo para análise física, coletar o que se denomina testemunha fora da formação do agroglifo, que será a testemunha e servirá para comparação. Evitar coletar essa amostra nas bordaduras das lavouras, podendo ser adotado como limite de distância do centro geométrico da figura de 100 a 70 metros de raio.
5. Anotar número e posição dos pontos de amostragem no croqui do agroglifo.
6. Realizar o registro fotográfico da coleta de solo, e se for necessário abrir trincheira no local para a coleta da amostra indeformável, registrar em foto as características das camadas de solo, dentro e fora do agroglifo.
4\. INFORMAÇÕES BIOLÓGICAS DO SOLO
Segundo o manual da EMBRPA \-Meio Ambiente, os fatores bióticos e abióticos, são preponderantes nos resultados de análises microbiológicas nas amostras de solo. Por isso, com o objetivo de evitar erros nas coletas, e de suma importância que os pesquisados saibam, reconhecer conforme o aspecto das plantas, acamadas em pé, a presença de manchas de solo com metais pesados como Al e Mn, procedendo assim a marcação do local, e realizando a coleta das subamostras de forma separada, uma vez que esses locais, costumam apresentar baixa atividade biológica de uma forma em geral.
Análises para identificação da presença de microrganismos possuem diferenças, em relação as análises para contabilização da qualidade química do solo. Microrganismos são sensíveis a variações ambientais como pH do solo, concentração de sais no solo, representada pelo acúmulo de adubos tipo NPK, umidade, que em uma lavoura varia conforme o horário da coleta, e densidade do solo, nesse caso, relativo à porosidade do solo, por esse motivo insistimos em evitar coletar solo em locais onde ocorreu alta concentração de curiosos no agroglifo. As seguir apresentamos alguns procedimentos necessários para a integridade das amostras que serão encaminhadas para as análises biológicas do solo:
1. Utilizar luvas, durante o manuseio dos equipamentos e das amostras de solo.
2. Definir os pontos de coleta de solo para análises biológicas após a conclusão do croqui, apontando os pontos de coleta.
3. Evitar locais de acúmulo de curiosos e ou muito pisoteados dentro do agroglifo, evitar locais de concentração de manchas de solo (Al e Mn).
4. Coletar amostras separadas das amostras de solo para análises químicas e físicas.
5. Coletar uma amostra por ponto, não havendo a necessidade de coletar subamostras como no caso das amostras para análise química.
6. No momento da coleta, retirar a camada superior de palha e matéria orgânica grossa. Coletar no mínimo 10 cm de profundidade.
7. Evitar coletar amostras com solo seco.
8. Acondicionar a amostra em sacos plásticos, limpos e sem contaminação, fechar imediatamente após a coleta.
9. Encaminhar para laboratório, devidamente etiquetado em no máximo 72 horas. Se a coleta for feita pela manhã, deixar a amostra fechada em local com sombra arejado (temperatura ambiente).
10. Realizar o registro fotográfico do procedimento.
Anexo 02
NORMAS PARA ENTREVISTAS DE TESTEMUNHAS
Princípios sobre Entrevistas Eficazes para Investigação e Coleta de Informações
1\. Introdução
1.1. Investigadores – incluindo serviços de informação e ufólogos – desempenham um papel vital no serviço às comunidades e na manutenção da segurança pública, por meio da detecção, prevenção e resolução de avistamentos e/ou observações, bem como na garantia dos direitos a informação. A condução de interrogatórios e entrevistas está no cerne de qualquer processo de investigação e coleta de informações realizado por estes investigadores.
1.2. Para os propósitos deste documento, uma entrevista é definida como uma conversa estruturada em que uma pessoa (entrevistador) ufólogo, procura obter informações de outra pessoa (entrevistado) testemunha, como parte de qualquer investigação ou operação de inteligência. O objetivo é obter informações precisas e confiáveis, respeitando os direitos da testemunha; o objetivo é a elucidação de fatos.
2\. Condução de Entrevistas
- Obtendo informações mais precisas e confiáveis durante as entrevistas.
- Fortalecendo a capacidade, eficiência e profissionalismo das pessoas que conduzem entrevistas.
- Fornecendo métodos e práticas bem-sucedidos, de baixo custo e acessíveis, com recursos mínimos. Proporcionando operações de coleta de informações mais eficazes.
As descobertas do conjunto robusto de pesquisas sobre como a memória humana codifica, armazena e recupera informações levaram a métodos de entrevista que são eficazes tanto no estímulo a relatos detalhados e precisos, quanto na minimização dos efeitos de fatores que podem influenciar esses relatos. O que inclui utilizar perguntas abertas, não sugestivas, e permitir que a pessoa relembre o evento ou recupere a informação livremente de sua própria memória, sem ser interrompida por quem conduz a entrevista.
Perguntas estrategicamente planejadas centra a entrevista nas questões-chave sob consideração. Essa técnica também permite que a pessoa que realiza a entrevista determine se as informações fornecidas estão de acordo com informações coletadas anteriormente.
Fundamentalmente, pesquisas extensas demonstram que a entrevista baseada em manter rapport:
a. Estimula a comunicação entre a pessoa que entrevista e a que é entrevistada
b. Facilita a recuperação da memória
c. Aumenta a precisão e a confiabilidade das informações fornecidas
d. Permite a exploração da veracidade das informações fornecidas
e. Aumenta a probabilidade de confissões genuínas e ricas em informação
f. Reduz o risco de se obter informações falsas ou falsas confissões.
Entrevistadores/as eficazes devem observar os mais elevados padrões éticos. Os regulamentos profissionais para a coleta de informações, tais como códigos de ética do ufólogo ou de conduta profissional, definem a finalidade, os valores e as expectativas de um comportamento adequado.
Essas normas profissionais devem reger todos os aspectos das funções e deveres de um agente, incluindo entrevistas, em conformidade com as obrigações jurídicas internacionais.
O compromisso de conduzir entrevistas éticas deve guiar qualquer pessoa que conduza entrevistas. Não se deve sacrificar os princípios em nome da conveniência, mesmo quando existe uma grande pressão para se fazer o contrário (por exemplo, devido ao tempo limitado ou a exigências de resultados). No exercício da função, as pessoas que conduzem entrevistas devem procurar obter um resultado sólido e defensável que resista ao escrutínio ético, judicial e público.
Os códigos de ética profissional para ufólogos enfatizam a importância do respeito, da equidade e da honestidade como as bases para todas as entrevistas:
a. Respeito inclui o respeito à lei, aos direitos e à dignidade da pessoa e à integridade do processo de coleta de informações. Inclui também o respeito pela autonomia individual, incluindo o direito de cada pessoa entrevistada de escolher se deve ou não falar.
b. Equidade significa que as pessoas que conduzem as entrevistas devem tratar as pessoas entrevistadas de forma justa, sem favoritismo ou discriminação. Equidade é sempre agir com autocontrole e profissionalismo, mesmo diante de provocação, e deixar de lado todas as opiniões pessoais.
c. Honestidade significa relações sinceras e verdadeiras com as pessoas entrevistadas. As pessoas que conduzem as entrevistas não manipulam nem enganam as pessoas entrevistadas com mentiras, deturpações, afirmações exageradas, verdades parciais ou qualquer outro meio.
Espera-se que os pesquisadores sempre utilizem sua presença de forma lícita, justa e responsável. Atos antiéticos, como mentiras e manipulações, também podem constituir abuso da função.
O pesquisador que conduz as entrevistas têm o dever ético de adotar os métodos mais eficazes disponíveis que protejam os direitos e a dignidade das testemunhas entrevistadas, bem como a integridade do processo. As pessoas que conduzem entrevistas têm o dever correspondente de rejeitar induções informativas, pois prejudicam o depoimento das pessoas entrevistadas, minam o objetivo de coletar informações precisas e podem constituir violações de informações corretas.
Entrevistar é um processo adaptativo complexo que envolve seres humanos, comportamentos humanos e direitos humanos. O processo é afetado pelas condições ambientais e os resultados podem ser influenciados pelas ações da pessoa que conduz a entrevista e de todas as pessoas envolvidas. Assim, a pessoa que conduz a entrevista se concentra na coleta de informações, mantém uma abordagem flexível, para obter relatos confiáveis e precisos. Além disso, cada entrevista é diferente, por isso as pessoas que conduzem entrevistas precisam exercer o seu melhor juízo profissional para decidirem como proceder em qualquer ponto específico, mas sempre em conformidade com os presentes Princípios.
As entrevistas não existem isoladamente; fazem parte de uma investigação mais ampla ou de um esforço de coleta de informações. Uma entrevista será orientada pelos objetivos da operação maior e por outros meios de prova disponíveis. As informações colhidas durante a entrevista podem, por sua vez, ser utilizadas para ajustar os objetivos e estratégias da investigação mais ampla, e até mesmo abrir novas linhas de investigação. As informações obtidas durante as entrevistas podem ser cruciais, uma vez que geralmente fornecem as bases para decisões subsequentes, como a de entrevistar outras testemunhas ou não, e podem ser apresentadas como provas importantes em pesquisas de campo.
Um processo de entrevista eficaz normalmente envolve:
a. Preparação e planejamento minuciosos.
b. Garantia de que as salvaguardas relevantes sejam aplicadas em todos os momentos.
c. Mente aberta e livre de preconceitos.
d. Criação de um ambiente adequado e isolado de contaminação de outras testemunhas.
e. Estabelecimento e manutenção de rapport.
f. Utilização de técnicas de questionamento lícitas e cientificamente comprovadas.
g. Escuta ativa e permissão para que o indivíduo entrevistado fale livremente e sem restrições.
h. Avaliação e análise das informações recolhidas e do processo de entrevista.
3\. Informações Precisas e Confiáveis
O objetivo de todas as entrevistas é obter informações precisas e confiáveis da pessoa entrevistada; nunca o de confirmar a crença da pessoa responsável pela entrevista sobre o que poderia ter acontecido ou coagir de qualquer forma a pessoa entrevistada a fornecer informações. Informações precisas e confiáveis são a base para uma tomada de decisão sólida por parte de pesquisadores sérios que realizam investigações e processos de coleta de informações.
Buscar obter informações precisas a partir de uma entrevista significa que as pessoas que conduzem as entrevistas procuram receber uma descrição de eventos sem erros ou falhas, tanto quanto possível. A memória pode ser frágil, imperfeita, incompleta e pode se degradar rapidamente. Por conseguinte, as pessoas que realizam entrevistas devem procurar reunir e registrar o relato do que ocorreu durante o evento sob investigação, que seja o mais factual e completo possível, sem omissões ou distorções.
Buscar informações confiáveis em uma entrevista significa que o relato, quando prestado sem interferências ou indução informativa, provavelmente será confiável e resistirá ao escrutínio.
4\. Durante a Entrevista – Estabelecendo e Mantendo *Rapport
As pessoas responsáveis por entrevistas eficazes são adaptáveis, escutam atentamente, comunicam empatia e adotam os princípios éticos de que o questionamento não condutivo, humano, ético, lícito e apropriado serve ao interesse de todas as pessoas envolvidas: de quem entrevista, da pessoa entrevistada e das autoridades que buscam coletar informações. Reconhecem que o papel de quem entrevista é obter as melhores informações possíveis para a tomada de decisões. Somente os tribunais determinam a culpa ou a inocência.
O desenvolvimento do rapport (incluindo empatia) é essencial para apoiar uma coleta eficaz de informações. Durante a entrevista, rapport implica em estabelecer e manter um relacionamento caracterizado por: respeito e confiança; uma mentalidade livre de julgamentos; uma linguagem corporal não agressiva; atenção e paciência. Todos esses elementos reduzem os efeitos do desequilíbrio de poder inerente ao processo da entrevista.
5\. Técnicas de Coleta de Informações
A escuta ativa ajuda a pessoa que conduz a entrevista a processar as informações fornecidas pela pessoa entrevistada. Ao ouvir ativamente, a pessoa que entrevista demonstra que está acompanhando o que a pessoa entrevistada está dizendo e fazendo esforços para entender. O/a responsável pela entrevista tem o cuidado de não influenciar a pessoa entrevistada inadvertidamente, usando indicações verbais ou visuais, como sons, gestos ou perguntas, que podem ser interpretados como concordantes ou discordantes com o que a pessoa está dizendo.
A pessoa entrevistada deve ser convidada a explicar, com suas próprias palavras, o seu envolvimento, conhecimento ou lembrança do assunto em análise, e deve ter a permissão de responder livre e plenamente. As respostas podem, então, ser sondadas para se obter mais detalhes, que possam preencher quaisquer lacunas ou explicar discrepâncias.
A pessoa responsável pela entrevista não deve, via de regra, interromper o/a entrevistado/a nem sua linha de pensamento, e deve se manter sempre atenta às informações fornecidas, a fim de identificar detalhes importantes e tópicos específicos que requerem seguimento. A não interrupção é complementada pelo uso do silêncio, quando apropriado. Permanecendo em silêncio, a pessoa que conduz a entrevista sinaliza que é oportuno fazer uso do tempo para parar e pensar, e que está disposta a esperar a fim de obter mais detalhes.
O tipo de perguntas utilizadas em uma entrevista contribui para atingir os objetivos desejados e os resultados finais. O objetivo é obter o máximo possível de informações voluntárias e não contaminadas. Cada pergunta deve ter um propósito e deve ser feita sem pré-julgamentos. A linguagem utilizada deve ser clara e evitar termos técnicos ou jargões e siglas.
Perguntas abertas, como “me explique”, “me diga” ou “por favor, descreva”, reduzem o risco de contaminar a memória da pessoa entrevistada; têm maior probabilidade de produzir mais detalhes e respostas mais completas, menos suscetíveis de terem sido influenciadas por quem conduz a entrevista.
Perguntas de sondagem, como “quem”, “o quê” e “onde”, podem ser necessárias para obter mais detalhes, a partir de uma resposta que tenha sido dada a uma pergunta aberta. Elas ajudam a obter informações relevantes adicionais e a identificar lacunas e inconsistências específicas que precisam ser mais exploradas. As pessoas entrevistadas também podem revelar algo que não tenham comunicado anteriormente.
O uso estratégico de informações pode ajudar a guiar a entrevista para garantir que as informações obtidas sejam relevantes para o propósito da entrevista.
Resumos precisos do que a pessoa entrevistada disse podem facilitar a progressão positiva da entrevista e ajudar a pessoa que entrevista e a pessoa entrevistada a recordar detalhes importantes. No entanto, resumos mal formulados podem contaminar o relato da pessoa entrevistada e introduzir vieses ou imprecisões. As pessoas entrevistadas também podem interpretar o resumo impreciso como uma indicação de que a pessoa responsável pela entrevista não estava ouvindo ou de que está tentando manipular o seu relato.
Razões pelas quais uma pessoa entrevistada pode estar relutante em falar podem incluir ansiedade em geral ou incertezas sobre o caso ou a experiência pela qual passou, especialmente se a pessoa nunca esteve envolvida nesse tipo de situação antes. O medo também pode estar presente, por exemplo, medo do que não conhece, ou medo de repercussões adversas para si ou para outros, se alguém souber que elas estiveram conversando sobre um assunto polêmico. As pessoas entrevistadas também podem ser afetadas psicologicamente pelo que viram, ouviram ou passaram. A relutância em falar também pode se dar como reação pessoal da pessoa entrevistada ao entrevistador.
Também é possível que uma pessoa entrevistada esteja disposta a fornecer informações, mas não consiga fazê-lo. O que pode se dever ao fato de não possuírem as informações relevantes, em primeiro lugar, ou de não terem registrado os detalhes. Pode ser que a passagem de tempo ou experiências vividas pelas pessoas entrevistadas as tenham levado a esquecer os detalhes originais ou a não conseguir recuperá-los em sua memória.
As pessoas que conduzem entrevistas aumentarão a probabilidade de realizar uma entrevista eficaz expressando um reconhecimento respeitoso do motivo pelo qual alguém pode estar relutante em falar, esclarecendo que qualquer informação fornecida será mantida em sigilo, dentro dos limites permitidos por ela, e respeitando qualquer recusa contínua de falar.
6\. Concluindo a Entrevista – Avaliação e Análise
Uma pessoa que conduz entrevistas eficazes deve sempre terminar a entrevista respeitosamente e de maneira profissional. Essa atitude aumenta a probabilidade de manter os canais abertos para futuras comunicações, evita possíveis mal-entendidos e pode melhorar a confiança nos grupos de pesquisa civis.
O responsável pela entrevista deve revisar as informações obtidas com a pessoa entrevistada e, quando tiver sido feito um registro por escrito (em vez de uma gravação de áudio/vídeo), convidá-la a assiná-lo como confirmação da exatidão do registro e possível autorização de divulgação do caso pesquisado.
Os elementos-chave da formação sobre a condução eficaz de entrevistas incluem como:
a. Manter uma mente aberta e evitar preconceitos
b. Planejar-se e preparar-se estrategicamente
c. Criar e manter rapport (incluindo empatia)
d. Identificar e responder às necessidades específicas das pessoas entrevistadas
e. Empregar técnicas de como fazer perguntas com bases científicas
f. Usar habilidades de escuta ativa e permitir que as pessoas entrevistadas respondam às perguntas integralmente
g. Interagir com uma pessoa entrevistada relutante
h. Iniciar e concluir a entrevista profissionalmente
i. Realizar uma análise das informações coletadas
j. Avaliar o processo de entrevista com vista a melhorar as suas habilidades.
A utilização da tecnologia, na formação, pode ajudar a melhorar a qualidade das entrevistas futuras e a gerar dados valiosos para futuras investigações. Como a utilização de equipamentos audiovisuais para gravar as sessões de treinamento e a utilização de entrevistas gravadas eletronicamente como exemplos para sessões baseadas em cenários.
Anexo 03
CRONOLOGIA DOS AGROGLIFOS CROPCIRCLES NO BRASIL
O primeiro agroglifo brasileiro considerado autêntico surgiu em 09 de novembro de 2008, em Ipuaçu SC. Um segundo, também considerado autêntico, surgiu dia 10 de novembro na cidade de Ouro Verde.
Nos anos posteriores os agroglifos foram acompanhados de perto pelo ufólogo Ivo e pela equipe da revista UFO, capitaneados pelo pesquisador e editor da revista, na época, Ademar J. Gevaerd que tinha um apreço especial pelos agroglifos brasileiros. Junto com ele, estava Toni Inajar, que usando sua experiência de médico veterinário e perito policial, auxiliou sobremaneira as investigações realizadas.
Como na Inglaterra os primeiros agroglifos se apresentaram no Brasil com formas geométricas simples compostos de alguns círculos.
Nos anos posteriores os agroglifos brasileiros foram acompanhados de perto pelo ufólogo Ivo e pela equipe da revista UFO, capitaneados pelo pesquisador e editor da revista, na época, Ademar J. Gevaerd que tinha um apreço especial pelos agroglifos brasileiros. Junto com ele, estava Toni Inajar, que usando sua experiência de médico veterinário e perito policial, auxiliou sobremaneira as investigações realizadas.
Em 29 de outubro de 2009, surgiu outro agroglifo em Ipuaçu. Mais complexo que o ano anterior lembrando o formato de uma seta. As especulações foram muitas por conta disso. Que seria uma seta apontando para uma certa direção, etc
Croqui – Arquivo Toni Inajar
Em novembro de 2010 novamente em Ipuaçu SC e novamente simplificado em forma de círculo recordando o primeiro.
Em 06 de novembro de 2011 surgiram outros dois agroglifos em Ipuaçu e apesar de também serem formados por círculos, já demonstravam certa complexidade como a seta de 2009\.
Agroglifos de 2011 \- Arquivo Toni Inajar
Em 13 de outubro de 2012 novamente em Ipuaçu surge outro agroglifo composto de 28 círculos menores e um maior interligado com outro grande círculo simplificado. Este foi o primeiro a aparecer no período da manhã aproximadamente ao meio dia, diferenciando-se dos demais.
Agroglifo de 2012 – Arquivo Toni Inajar
Em 02 de novembro de 2013 em Ipuaçu SC outros dois agroglifos aparecem e deixam a todos encantados. Uma aspiral iniciada em um tipo de ampulheta e em outra fazenda a três quilômetros de distância, outro do mesmo tamanho formando uma forma geométrica e alguns círculos.
Agroglifos de 2013 – Arquivo Toni Inajar
Em 25 de outubro de 2014 surgiu um agroglifo em Ipuaçu um pouco mais complexo, mas assustando o proprietário das terras que indignado, procurou destruí-lo com seu trator o mais rápido possível. Como estava sendo avistado por moradores locais e por sorte, um deles obteve duas fotografias que permitiram registrar seu formato e obter suas medidas, não se perdendo na história.
Trator do proprietário destruindo o agroglifo – foto arquivo Toni Inajar
Tentaram conversar com o proprietário que foi ríspido e expulsou os curiosos de suas terras. O fato recordou o primeiro agroglifo de Ipuaçu quando o proprietário acusado de tê-lo produzido ficou depressivo e chegou a pensar em suicídio.
Em 28 de outubro de 2014 em São Domingos próximo a Ipuaçu, SC. Outro agroglifo se forma composto de vários círculos intercalados recordando para alguns nosso sistema solar interno.
Croqui do Agroglifo de 2014 – Arquivo Toni Inajar
Em 06 de setembro de 2015 ocorreu um fato inusitado. Surgiu um agroglifo em Prudentópolis PR, deixando a população da cidade em polvorosa. De uma hora para outra, os famosos círculos no trigo resolveram não somente mudar de cidade, mas também de estado. Uma formação que lembrava um pé surgiu em meio a uma plantação de trigo da região, próximo a uma estrada que permite acesso a cidade.
Croqui de Agroglifo de 2015 Prudentópolis PR – arquivo de Toni Inajar
Mas em 31 de outubro de 2015 para surpresa de todos outro agroglifo surgiu em Ipuaçu SC permanecendo o título de capital dos agroglifos. O fato é que mesmo com essa aparição os pesquisadores ficaram intrigados com a presença do outro agroglifo paranaense.
Croqui de Agroglifo de 2015 em Ipuaçu – arquivo Toni Inajar
Novamente em 27 de setembro de 2016, surgiu outro agroglifo novamente em Prudentópolis no interior do Paraná. Este apresentava características importantes pois foi o melhor analisado até então pela equipe da revista UFO. Além do campo eletromagnético com inúmeras variações flutuantes detectadas, apresentava um fino filete de trigo em sentido oposto a direção em que o círculo se formava, exatamente na borda das folhas do que parecia ser uma flor gigantesca. Também foram realizadas análises no material do interior do agroglifo, que demonstrou esterilização biológica na região da curvatura do caule, pois não havia vida microbiana ali. Foi a primeira vez que haviam realizado várias experimentos com os materiais coletados em um agroglifo brasileiro e chegado a conclusões tão contundentes. Estes fatos, reforçaram ainda mais o mistério demonstrando que pesquisas sérias e responsáveis deveriam seguir caminhando, caso os agroglifos continuassem aparecendo no sul do Brasil.
Agroglifo de 2016 em Prudentópolis (PR) – Arquivo Toni Inajar
E no mês seguinte, como no ano anterior, surgiu outro círculo misterioso em Ipuaçu (SC). A figura, desta vez foi inevitavelmente relacionada a um símbolo esotérico, deixando margem a suspeitas que poderia ser uma trucagem. Um olho no meio de um triangulo dentro de um círculo, lembrando a simbologia de Deus. Como se o responsável pela aparição conhecesse muito bem nossa cultura.
Croqui de Agroglifo de 2016 em Ipuaçu (PR) – arquivo Toni Inajar
Em 06 de agosto de 2018 em Jesuíno Marcondes \- Prudentópolis PR, um novo agroglifo surgiu no trigal da região, ainda verde, recordando nitidamente os três primeiros que apareceram em Santa Catarina e os primeiros círculos ingleses. Dois círculos menores dentro de um maior.
Agroglifo de 2018 em Jesuino Marcondes – Predentópolis PR – arquivo do autor.
Por três anos consecutivos os agroglifos aparentemente sumiram, ou pelo menos é o que oficialmente pareceu. Vários estudiosos do fenômeno chegaram a imaginar que eles haviam sumido de vez de nosso país. Outros, por sua vez, imaginavam e continuam especulando que os agricultores estavam agindo rapidamente para destruí-los assim que o descobriam, para não serem perturbados pelos curiosos, pela mídia e por pesquisadores do fenômeno. Coincidentemente se afastaram do Brasil justamente no período da pandemia, quando a humanidade sofria a Covid19. Foi como uma pausa para respirar.
Ledo engano, pois finalmente em 2022 retornaram a aparecer em Ipuaçu SC na mais bela das formas.
![Círculos na plantação em Ipuaçu (SC): como a ciência explica isso?][image46]
Agroglifo de 2022 em Ipuaçu (SC) \- Imagem de Tiago Kosiski
No ano seguinte, em 22 de setembro de 2023 surgiu em Ipuaçu SC um agroglifo considerado falso, devido a suas anormalidades métricas e sua aparência tosca. Não, sem razão, chegaram a brincar com isso dizendo que a qualidade da arte dos ets estaria baixando.
Agroglifo falso encontrado em Ipuaçu em 2023 – arquivo do autor
Em 14 de outubro de 2024 – Ipuaçu retornou a receber a visita dos agroglifos, deixando os pesquisadores em polvorosa. Várias equipes viajaram até a cidade catarinense para investigar o belo agroglifo como descrito mais acima. Uma das equipes considerou o agroglifo falso, outras duas na qual nos incluímos, inconclusivo.
Croqui elaborado pelo Eng. Douglas Albrecht Novo de Oliveira nas medidas de
Carlos Alberto Machado – imagem arquivo autor
Ressaltamos ainda que em um dos casos que ocorreu em Ipuaçu, foi constatado, de acordo com testemunhas, que o agroglifo teria surgido em um intervalo de uma hora, entre quatro e cinco horas da manhã. Isso nos permite levantar os seguintes questionamentos: Desenhos complexos surgem em uma noite, na escuridão total, com precisão matemática e em um intervalo de uma hora? Nunca apanharam ninguém confeccionando, nunca se viu um agroglifo incompleto, como poderia ocorrer em casos de fragrante, seguido de fuga para não serem vistos. Quantas pessoas seriam necessárias para realizar tudo exato como costuma-se evidenciar, sem barulho em completo silêncio e sem nunca serem pegos no ato? E como fazem para esterilizar apenas o caule – na curva do trigo? E as interferências eletromagnéticas? Como explica-las em locais tão afastados das cidades, das redes de energia e de sinais de celular?
Essas respostas, ou pelo menos parte delas, podem estar contidas nos resultados desta pesquisa que pretendemos realizar com o Projeto Esfera.
Agroglifo de 2025 que apareceu em Ipuaçu (SC). Imagem Canal Ideal (SC).
Em 03 de novembro de 2025, novamente surgiu um agroglifo em Ipuaçu SC em uma plantação de trigo. Chegaram a realizar uma reportagem no local junto com o proprietário, que por ignorância e/ou influência negativa de colegas agricultores, decidiu destruir o agroglifo antes que qualquer pesquisador conseguisse se dirigir até o local.
Trator destruindo o agroglifo de 2025 em Ipuaçu no mesmo dia de seu aparecimento, NSC Total – SC
Veja a seguir foto da sombra em plantação de soja feita em janeiro de 2026, no mesmo local onde apareceu o agroglifo posteriormente destruído.
Imagem: Canal Ideal (SC)
Referencial:
CARVALHO, Fernanda de. Os campos magnéticos podem afetar as abelhas? 08 de março de 2021\. Manda lá, ciência. [https://mandalaciencia.com.br/os-campos-eletromagneticos-podem-afetar-as-abelhas/\#:\~:text=Os%20resultados%20da%20an%C3%A1lise%20mostram,causa%20redu%C3%A7%C3%A3o%20no%20aprendizado%20olfat%C3%B3rio](https://mandalaciencia.com.br/os-campos-eletromagneticos-podem-afetar-as-abelhas/#:~:text=Os%20resultados%20da%20an%C3%A1lise%20mostram,causa%20redu%C3%A7%C3%A3o%20no%20aprendizado%20olfat%C3%B3rio). Consultado em 28 de outubro de 2024\.
Anexo 04:
Análise microbiológica de amostras vegetais e de solo provenientes do agroglifo de Prudentópolis/PR e de área externa a este.
Amostras vegetais (trigo) e de solo internas e externas ao agroglifo de Prudentópolis/PR foram coletadas pelo Sr. Inajar Antônio Kurowski, apropriadamente empacotadas (em bags não esterilizados) e identificadas, enviadas via SEDEX/ECT e recebidas em 05/10/2016. Elas foram assim denominadas: EE (espiga externa), EC (espiga centro), PC (planta centro), SE (solo externo) e SC (solo centro), e 5º nó (Figura 1).
Figura 1 – Separação preliminar das amostras por tipo e região (interna ou externa ao agroglifo).
As amostras de solo (2,25 g) foram suspensas em 22,75 ml de solução fisiológica (SF)(0,9%), homogeneizadas sob agitação durante 15 min e em seguida uma alíquota de 100 l foi plaqueada em ágar TSA utilizando-se uma alça de Drigalsky.
Igual massa das amostras vegetais foram misturadas no mesmo volume de SF 0,9% e trituradas em processador (3 min). Após este processo a solução foi filtrada (filtro de papel) e as diluições decimais resultantes destas amostras foram plaqueadas, conforme descrito anteriormente. Todas as placas foram preparadas em duplicata e incubadas a 28ºC e 37ºC por 24 h.
Os resultados preliminares obtidos são realmente interessantes e, muitos deles, são ainda inexplicáveis do ponto de vista da ciência ortodoxa atual. As análises das amostras da região do 5º nó (Figura 2), próximo à espiga, ainda não são conclusivas.
Figura 2 – Resultado do crescimento microbiano para amostras da região do 5º nó, onde observamos do lado direito da fotografia (28ºC) o crescimento de um fungo filamentoso, e do lado direito (37ºC), crescimento microbiano ainda a ser identificado.
As placas de solo evidenciam maior crescimento microbiano em SE do que em SC (Figura 3). Resultado semelhante foi observado nas amostras EE e EC. Entretanto, estes resultados para a espigas ainda precisam de novos ensaios em tempos maiores para serem conclusivos. À priori, essa diminuição do crescimento microbiano no tempo (24h) e nas temperaturas (28ºC e 37ºC) de incubação estudadas das amostras coletadas no centro do agroglifo em relação àquelas externas não tem, por enquanto, explicação científica plausível. Em função de que o solo se apresentou aparentemente homogêneo dentro e fora do agroglifo, essa diferença do crescimento microbiano não é compreensível (Figura 3).
Figura 3 \- Placas preparadas para amostras do solo externas (SE, na parte inferior da foto) e do centro do agroglifo (SC, na parte superior da foto) depois de submetidas ao processo de crescimento microbiano em 28ºC e 37ºC por 24 h.
Por outro lado, não foi observado nenhum crescimento microbiano na amostra de PC (Figura 4), considerando-se ambas as temperaturas analisadas no tempo de 24h, o que é altamente inesperado e, por enquanto, também cientificamente inexplicável. Aparentemente, o próprio agroglifo seria responsável por esse crescimento microbiano pobre ou nulo já que essa é a única diferença constatada entre ambos os conjuntos de amostras. É importante destacar que a amostra PC foi selecionada naquela parte do caule localizada pouco acima da raiz e onde se encontra a dobra principal da planta que fez ela se deitar para formar o agroglifo. Se houver algum tipo de influência físico-químico-biológica do método de construção do agroglifo sobre a planta, consideramos que essa região da dobra seria a primeira candidata a mostrar essa anomalia.
Figura 4 \- Placas preparadas para amostras da região da curvatura do caule de plantas do centro do agroglifo depois de submetidas ao processo de crescimento microbiano em 28ºC e 37ºC por 24 h. Observa-se a completa ausência de crescimento microbiano em ambas as temperaturas.
Em função de que estamos lidando com fenômenos a princípio desconhecidos (já que não sabemos se a construção do agroglifo afetou ou não a área que ele ocupa em termos microbiológicos) será necessário realizar novos experimentos com maior duração (\>24h), especialmente naquelas amostras e temperaturas onde não foi verificado nenhum crescimento. Ainda, será necessário realizar experimentos em temperaturas próximas de 0ºC para verificar se há ou não crescimento microbiano (p. exemplo, de psicrofilos).
Embora se trate de resultados preliminares, eles são absolutamente confiáveis dentro das condições dos experimentos, ou seja, para 28ºC e 37ºC durante 24 h. Dessa maneira, dentro desse escopo é possível concluir que, sendo a presença do agroglifo a única diferença aparente entre as áreas internas e externas a ele, a sua construção (independentemente do método para isso utilizado o qual desconhecemos) determinou a diferenciação microbiológica tanto do solo quanto da região da dobra no caule, e, aparentemente, em menor proporção para as espigas. Preliminarmente, para plantas internas ao agroglifo, parece existir um gradiente microbiano crescente desde a região da dobra (perto da raiz) onde a atividade microbiana é nula, em direção à espiga, onde essa atividade estaria aumentando. O mesmo gradiente parece existir no solo dentro do agroglifo.
Ou seja, dentro das condições acima mencionadas, existe uma clara diferença na atividade microbiológica entre as regiões interna e externa ao agroglifo (tanto nas plantas quanto no solo), que, a princípio, somente pode ser atribuída ao método (desconhecido) utilizado para a sua construção.
São Carlos, 11 de outubro de 2016\.
Dra. Nadja F. G. Serrano
Microbiologista/Pesquisadora
CV-Lattes [http://lattes.cnpq.br/3313420666550077](http://lattes.cnpq.br/3313420666550077)
Dr. Eng. Fernando M. Araújo-Moreira
Professor Titular (Departamento de Física/UFSCar)
CV-Lattes [http://lattes.cnpq.br/1809254923092721](http://lattes.cnpq.br/1809254923092721)